O reconectar à natureza com personalidade e consciência ambiental

Em 2026, a agenda construtiva continuará a ter a sustentabilidade e a eficiência energética na ordem do dia. Sendo um dos temas de maior preocupação para as famílias, na hora de construir ou reabilitar uma habitação, o cliente preocupa-se com o orçamento da empreitada, a rapidez de execução e os futuros consumos energéticos. Aliado a isto, e após a Pandemia, procura-se viver fora dos grandes centros urbanos, onde o custo para a compra de prédios rústicos ou urbanos é, tendencialmente, menor. Em meios mais pacatos, no campo ou na praia, melhora-se a qualidade de vida, sentindo-se os benefícios na saúde e no equilíbrio, tão em voga, entre a vida profissional e pessoal.

Neste capítulo, a madeira é a rainha: o relevo e rugosidade na sua variada estereotomia, o conforto visual no aconchego transmitido e a inovação de grandes vãos livres. Por outro lado, a construção estrutural neste material oferece uma obra limpa e um controlo maior no detalhe, desde o projeto até ao produto chave na mão, cada vez mais procurada pelo Mercado. Através de módulos pré-fabricados, concebidos em Portugal, reduzem-se significativamente o tempo de obra e os resíduos, tendo a garantia de qualidade, bem como o cumprimento das certificações ambientais exigidas – a primeira das quais ter a sua fonte de produção baseada na renovação sustentada das florestas.

Por isso, é inerente que a maior tendência para 2026 seja adicionar, ao elemento nobre que é a madeira, a pedra como símbolo de luxo e intemporalidade, os brilhos metálicos de peças futuristas e a fluidez das curvas, mimetizando as formas presentes na Natureza. A integração do meio envolvente para dentro dos edifícios também continuará a marcar o desenho da arquitetura: as coberturas ajardinadas, os jardins verticais e a maximização da área de envidraçados, com a ajuda de caixilharia minimalista, trarão a desejada simbiose entre o natural e o construído.

Outra tendência será a criação de espaços onde seja possível trabalhar remota e comodamente, com áreas multifuncionais, contudo facilmente adaptáveis às constantes mudanças na vida familiar e com um design carismático e contemporâneo. Os tons terrosos (castanho, terracota, bege ou cereja), que trazem energia e elegância sem sobrecarregar o ambiente, combinados com o verde musgo, verde azeitona, verde floresta e verde sálvia criam ambientes que respiram a (re) conexão com a natureza. Poderá, então, misturar-se elementos em tons terracota com um apontamento em ocre ou bordeaux, associando com a textura acolhedora de uma parede em madeira, uma peça de cerâmica moldada à mão, à suavidade ao toque do linho, algodão ou lã, que por sua vez, trarão autenticidade ao repescar memórias da dinâmica rústica ou vernacular.

Por fim, e não menos importante, cada vez existe uma crescente consciencialização para cumprir as Certificações Energéticas dos Edifícios como a nZEB —Nearly Zero Energy Buildings, de acordo com a diretiva europeia 2010/31/U, ou a LEED e a BREEAM. Em complemento, ainda se exige a compatibilização dos projetos em BIM (Building Information Modeling), bem como a redução da pegada de carbono, com a utilização de materiais reciclados ou recicláveis na obra. A gestão da obra tenderá a vocacionar-se apenas no digital, ao minimizar erros na execução e ao controlar os desperdícios.